Saúde

Síndrome Metabólica: um risco que muitos desconhecem

SINDROME METÁBOLICA
Foto: Divulgação

Considerada um mal da civilização moderna, a síndrome metabólica se caracteriza por um conjunto de fatores de risco que podem resultar em doenças cardiovasculares e diabetes. Segundo especialistas, na maioria dos casos, ela está associada à resistência insulínica, problema que corresponde à dificuldade da insulina em exercer as funções de auxiliar o metabolismo da gordura no organismo e da glicose no sangue.

Dentre as principais características da síndrome estão: aumento da circunferência abdominal (acúmulo de gordura visceral); HDL baixo (bom colesterol); triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue); glicose alta, não necessariamente em níveis diabéticos; e hipertensão arterial.

De acordo com o cardiologista Ênio Panetti Usiglio, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a combinação desses fatores no indivíduo aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. Ele ressalta que o tratamento da doença começa pela modificação dos hábitos diários, e que o principal agravante é que muitos pacientes demoram a identificar o problema.

“A síndrome metabólica é um estágio comum atualmente, onde as pessoas que apresentam os fatores de riscos permanecem com eles por anos sem nenhuma precaução, o que resulta no processo de adoecimento. Pessoas que sofrem com doença cardíaca associada à síndrome metabólica têm risco de morte três vezes maior, em comparação aos cardiopatas que não possuem a síndrome”, observa o médico.

Prevenir é melhor do que remediar

Usiglio afirma que os fatores de riscos se desenvolvem de acordo com o estilo de vida. A alimentação inadequada e o sedentarismo são as principais causas para agravar o problema.

É importante incluir uma rotina diária de exercícios físicos e uma boa alimentação para conter o avanço dos fatores de risco. Durante o estágio inicial da doença, os hábitos saudáveis podem estagnar o adoecimento do indivíduo: “as providências mais eficazes para a prevenção da síndrome são a redução do peso, da circunferência abdominal e a prática de atividades físicas. Na ausência desses cuidados, após alguns anos a síndrome evolui para doenças como hipertensão arterial ou diabetes”, destaca o cardiologista.

Será que você tem síndrome metabólica?

É comum que pessoas com Síndrome Metabólica não apresentem sintomas graves no início, então para diagnóstico do problema é necessário constatar, através de avaliação clínica, pelo menos três dos sintomas abaixo:

  • Obesidade central ou periférica denominada pelo nível de massa corpórea (IMC), ou pelo tamanho da circunferência abdominal (nos homens, até 102 cm, e nas mulheres, até 88 cm);
  • Fatores genéticos ligados a casos anteriores de diabetes ou pressão alta na família;
  • Síndrome do ovário policísticos (em mulheres);
  • Índice glicêmico em jejum oscilando entre 100 e 125;
  • Valores baixos de HDL (colesterol bom), e elevados de LDL (mau colesterol);
  • Níveis aumentados de triglicérides.

Após o avanço da doença, o tratamento se dá através do uso de medicamentos que ajudam a baixar o açúcar no sangue, estabilizar a pressão alta e diminuir os níveis de gordura no sangue, a partir de exames e prescrição médica.

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