Segurança

Prefeito de Japeri é preso por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas

CARLOS MORAES
Prefeito de Japeri, Carlos Moraes. Foto: Divulgação

O prefeito de Japeri, Carlos Moraes foi preso na manhã desta sexta-feira (27) na Operação Sênones, por suspeita de associação com o tráfico. Investigação conjunta do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense descobriu que uma das maiores facções criminosas do estado se instalou na Prefeitura de Japeri. O objetivo é cumprir 41 mandados de prisão.

No grupo visado estão ainda o presidente da Câmara, Wesley George de Oliveira, o Miga, que está foragido; o vereador Cláudio José da Silva, o Cacau, também preso; e 35 suspeitos de tráfico. Determinação da desembargadora Márcia Perrini, da 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ, também suspende os direitos políticos dos três, todos do Partido Progressista (PP).

Na casa de Moraes a polícia encontrou arma, munição, R$ 34 mil em espécie e 850 dólares. Parte do dinheiro estava em duas bolsas azuis com logotipo da Prefeitura de Japeri. Ao ser detido, o prefeito xingou jornalistas.

A operação teve por base as investigações da Polícia Civil, do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, estes do Ministério Público do Rio de Janeiro. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Inteligência da PM.

Ligação com o mais procurado da Baixada

Um dos mandados é contra Breno da Silva de Souza, o BR, preso dia 20. Ele era o homem mais procurado da Baixada Fluminense, suspeito de chefiar o tráfico no Complexo do Guandu.

Escutas autorizadas pela Justiça flagraram, no ano passado, telefonema entre o prefeito Carlos Moraes e BR. A partir de então, agentes e promotores descobriram que Moraes, Miga e Cacau associaram-se ao tráfico de drogas local, comandado pela facção criminosa Amigos dos Amigos.

As investigações apontam que o trio colocou o exercício dos seus mandatos a serviço dos interesses da organização criminosa em troca de benefícios pessoais e a possibilidade de estruturação de um projeto político que os perpetuasse no poder.

O elo entre a Prefeitura de Japeri, a Câmara Municipal e o tráfico do Guandu era Jenifer Aparecida Kaiser de Matos, um dos alvos da operação e considerada foragida. Jenifer foi nomeada assessora.

Na época em que flagrou o telefonema entre Moraes e BR, a DHBF investigava a morte de três pessoas no Arco Metropolitano, via que passa pelo município e interliga as rodovias federais que servem ao Grande Rio.

A polícia aponta que BR coordenava roubos de carga pela região. Ele é um dos denunciados pelo assassinato dos vigilantes Jonas Souza da Silva e Benedito Charles da Silva, em maio de 2017, mortos durante assalto a um caminhão de carga no Arco Metropolitano. Contra Breno já foram expedidos 14 mandados de prisão, por crimes como homicídio, latrocínio, tráfico e roubo.

Leitores Online

4 Leitores visualizando esta matéria

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade