Saúde

Síndrome Metabólica: uma “bomba relógio” para à saúde do coração

CORAÇÃO
Foto: Reprodução da Internet

Considerada um mal da civilização moderna, a síndrome metabólica se caracteriza por um conjunto de alterações no organismo, como o excesso de gordura abdominal, aumento do colesterol, elevação da pressão arterial e altos níveis de açúcar no sangue. Todos esses fatores, por sua vez, estão relacionados ao desenvolvimento de doenças cardíacas.

O grande perigo dessa desordem metabólica é que ela é favorecida pelo estilo de vida de grande parte da população na atualidade. Isso se traduz pelos seus fatores de risco, que são: estresse, sono irregular, sedentarismo, acúmulo de gordura abdominal, e alimentação inadequada – com excesso de gorduras saturadas e carboidratos simples.

O cardiologista Ênio Panetti Usiglio, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBD), explica que um dos principais problemas da síndrome metabólica é a ausência de informações sobre o assunto, que, consequentemente, leva à demora no diagnóstico. “Quanto antes o paciente descobre que tem esse transtorno em seu metabolismo, tão logo ele tomará medidas para prevenção dos problemas acarretados por ele, que são doenças cardiovasculares, diabetes, acidente vascular cerebral, entre outros”, resalta Ênio.

Usiglio explica ainda que, para descobrir se o paciente tem a síndrome, são observados três principais indícios: aumento da circunferência abdominal; queda do bom colesterol (HDL); triglicerídeos elevados (gordura no sangue); aumento da glicose e hipertensão arterial.

Será que você tem síndrome metabólica?

O médico conta que é comum que pessoas com Síndrome Metabólica não apresentem sintomas claros do transtorno. Porém, pacientes que tem circunferência abdominal elevada, cansaço excessivo e histórico familiar de diabetes e pressão alta, devem procurar um médico para avaliação.

Na avaliação clínica, considerasse que o paciente possui a síndrome metabólica se ele apresentar, ao menos três dos sintomas abaixo:

 Obesidade central ou periférica denominada pelo nível de massa corpórea (IMC), ou pelo tamanho da circunferência abdominal (nos homens, até 102 cm, e nas mulheres, até 88 cm);

 Fatores genéticos ligados a casos anteriores de diabetes ou pressão alta na família;

 Síndrome do ovário policísticos (em mulheres);

 Índice glicêmico em jejum oscilando entre 100 e 125;

 Valores baixos de HDL (colesterol bom), e elevados de LDL (mau colesterol);

 Níveis aumentados de triglicérides.

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