Educação

Escola de Mesquita participa da Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação

ESTUDANTES
Thiago Rezende e Edson Silva do Ciep 111 - Gelson Freitas. Foto: Divulgação

Escolas públicas estaduais participaram da Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro (XII Fecti). O evento teve como objetivo promover e popularizar a ciência no estado por meio de projetos de pesquisa em diversas áreas, desenvolvidos no ambiente escolar, por alunos de escolas públicas e privadas.

Ao todo, 157 trabalhos foram apresentados. Uma das escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) participantes da XII Fecti foi o Centro Educacional Familiar de Formação por Alternância Rei Alberto I – CEFFA Rei Alberto I, em Nova Friburgo, na Região Serrana, que apresentou dois trabalhos desenvolvidos pelos alunos Daniel Darci Fernandes e Kamila Madriaga Miller. O primeiro, com foco na sustentabilidade, mostra o manejo orgânico na produção e comercialização de ervilha e vagem francesa; o segundo trouxe a tradição na criação de pães artesanais.

O estudante Daniel Fernandes, que já trabalhava com a família no plantio da ervilha e vagem, aproveitou o aprendizado e orientação da escola e introduziu em sua produção as técnicas de plantio sem uso de agrotóxicos, o que trouxe para os produtos um maior valor. Já a aluna Kamila Madriaga conta que as disciplinas de Processamento e Administração Rural ajudaram em seu projeto.

– Fiz uma pesquisa sobre os primeiros pães produzidos com legumes. Minha avó fabrica broas e eu quis trabalhar algo que trouxesse a tradição familiar e respeitasse as raízes dos primeiros artesãos dessa área. Nosso pão leva batata doce, inhame, chuchu, cará, entre outros legumes – disse.

As alunas Gabriele Nicole, Marina Guilherme de Oliveira e Silva e Talita Mariel Santos, do Colégio Estadual Antonina Ramos Freire, em Resende, levaram para a Feira os resultados da pesquisa Aracnídeos – Relevantes ou Perigosas? Elas contam que tudo começou com a observação das aranhas que surgiram na horta do colégio.

– Acho que é preciso mudar essa visão que temos das aranhas. Descobrimos que elas são importantes em uma determinada cadeia, evitando o crescimento de outros predadores. Existem estudos, inclusive, para que o seu veneno seja aproveitado no combate a pragas sem danos ao meio ambiente – revelou.

O Ciep 449 – Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França, em Niterói, apresentou estudos sobre o uso da borra do café como adubo. Rafaela Ribeiro e Luiza Araújo fizeram vários experimentos e acompanharam o crescimento de plantas, que receberam diversas qualidades de adubo.

Tornar o aprendizado de Biologia mais interessante foi o desafio dos estudantes Iury Gabriel de Jesus, Samuel Marco Sant’anna e Gustavo Sampaio, do Colégio Estadual Campos Salles, em Teresópolis. Jogadores de RPG, os jovens foram estimulados por uma professora a transformar o estudo do sistema imunológico em um game. Eles pesquisaram e criaram o roteiro do game, onde os médicos viram heróis lutando contra vírus invasores.

– Gostamos muito de RPG e o nosso tem todos os elementos e desafios de um jogo comum. É uma forma diferente e interessante de estudar – explicou Gustavo.

Os estudantes Thiago Souza e Edson Araújo Silva, do Ciep 111 – Gelson de Freitas, em Mesquita, na Baixada Fluminense, estudaram a alimentação saudável e produção de alimentos vivos. Os jovens estudaram o crescimento de brotos de lentilha e feijões e fizeram uma pesquisa de aceitação com os alunos da escola e com os familiares. No estande, ensinaram como produzir os brotos em uma garrafa pet.

– É uma opção fácil e saudável de alimento. A produção acontece rapidamente e com um baixo custo. Em nossa pesquisa, observamos uma boa aceitação do produto para consumo em casa – contou Thiago.

O secretário de Estado de Educação, Wagner Victer, acompanhou a apresentação dos projetos e comentou a importância de os alunos se envolverem em projetos vinculados à Ciência e Tecnologia.

– É essencial que os estudantes participem desses eventos e busquem aperfeiçoar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e elaborem seus projetos e pesquisas – declarou o secretário de Estado de Educação, Wagner Victer.

A Fecti é organizada pela Fundação Cecierj (Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), órgão ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social.

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