Transportes Segurança

Assaltos a ônibus viram rotina em Mesquita

NOSSA SENHORA DA PENHA
Linhas da empresa Nossa Senhora da Penha estão entre as visadas pelos assaltantes. Foto: Reprodução da Internet
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Virou rotina para os passageiros assaltos e arrastões dentro de ônibus em Mesquita. Na última sexta-feira (21), novo arrastão foi registrado. A Polícia Civil investiga o bando que está se especializando em crimes deste tipo. A dinâmica é a mesma eles embarcam nos ônibus, principalmente aqueles que fazem a ligação entre Nilópolis e Nova Iguaçu e nas imediações das avenidas União, Baronesa de Mesquita, Getúlio de Moura e Presidente Costa e Silva fazem arrastões.

Assalto de sexta

EXPRESSO SÃO FRANCISCO
Passageiros de ônibus da linha 431 foram as vítimas mais recentes. Foto: Guilherme Costa

No assalto de sexta-feira, dois homens assaltaram um ônibus da linha 431 (Nova Iguaçu x Nilópolis), da empresa Expresso São Francisco, por volta das 13 horas. Segundo testemunhas, a dupla anunciou o roubo na Avenida União, nas proximidades do bairro Santa Terezinha. Além de fazer a limpa nos passageiros, uma senhora foi agredida.

Linhas mais visadas

De acordo com passageiros as linhas das empresas Nossa Senhora da Penha, Vila Rica e Expresso São Francisco, que fazem a ligação entre os municípios de Mesquita, Nova Iguaçu e Nilópolis estão sendo as mais visadas. “Praticamente todo dia tem um assalto em algumas dessas linhas. Eles aproveitam que os ônibus vivem sempre com passageiros e quando o veículo passa por uma área onde há pouca movimentação eles aproveitam para desembarcar e ainda ameaçam os motoristas e passageiros para não avisar a ninguém, senão eles voltam e matam as pessoas”, disse um passageiro.

Passageiros pedem blitzes

Para quem é obrigado a viajar diariamente nas linhas mais visadas, a solução para por fim aos assaltos seria mais policiamento e blitzes nos ônibus, principalmente no horário de maior incidência:

“Eles estão assaltando sempre entre 12h e 16h, a Polícia podia fazer blitzes e entrar nos ônibus aleatoriamente. E nas ruas, principalmente nas vias onde ocorrem os arrastões, é raro ver viaturas passando”, critica um passageiro.

A Polícia Militar diz que faz rondas constantes nas áreas mais críticas e pede que a população denuncie e registre os roubos na delegacia mais próxima.

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