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PM é indiciado por morte de corretor de imóveis morador de Mesquita

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A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) indiciou Bruno Bahia do Espírito Santo, um dos policiais militares envolvidos na morte do corretor de imóveis Leandro Rodrigues da Matta. Ele foi assassinado com um tiro de fuzil no dia 28 de abril deste ano, quando entregava uma cesta básica em Cordovil, Zona Norte do Rio. O inquérito foi concluído na segunda-feira, dia 22, e entregue ao Ministério Público estadual (MPRJ). As investigações apontaram que a vítima não disparou. Leandro, de 40 anos, não portava arma de fogo e estava sozinho no veículo.

Os dois policiais do 16º BPM (Olaria) estavam em deslocamento na Rua Barão de Melgaço, em direção à Rua Comandante Coelho, quando se depararam com o carro da vítima na contramão. O PM Bruno Bahia desembarcou da viatura e disparou contra o veículo. Na ocasião, os PMs registraram o caso como morte por intervenção de agente do estado, alegando que reagiram a disparos realizados de dentro do veículo da vítima que, após ordem de parar, colidiu com um muro.

Houve contradição nos depoimentos apresentados pelos agentes. No primeiro depoimento à polícia, o PM Bruno disse que o motorista não obedeceu à ordem de parar e, então, um dos ocupantes desceu do veículo e atirou contra a viatura. Após o caso passar a ser investigado pela DHC, o PM prestou um novo depoimento e entrou em contradição. Ele disse que um dos bandidos atirou de dentro do carro contra a viatura, enquanto o motorista tentava fugir. Bruno alegou ainda que fez um único disparo com seu fuzil, para se defender.

O fuzil do PM Bruno foi apreendido e encaminhado para a perícia. O laudo cadavérico do IML apontou que Leandro morreu com dois fragmentos de bala no pescoço. Após quase dois meses de invetigações, análise de imagens de câmeras de segurançdo local, perícias e depoimentos, a DHC indiciou o PM.

Leandro tinha dois filhos e morava em Mesquita, na Baixada Fluminense. Era corretor de imóveis e trabalhava para uma empresa, onde coordenava 250 pessoas. Naquele 28 de abril, ele foi entregar uma cesta básica a um amigo, que estava passando por dificuldades em razão da pandemia de coronavírus. Leandro saiu de casa às 19h08, deixou os produtos no local às 19h36m, e foi baleado seis minutos depois.

Fonte: Extra 
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