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Funcionários do Hospital Estadual da Mãe de Mesquita denunciam atrasos de pagamento e falta de insumos

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Parece matéria repetida não é? Mas até queríamos que fosse, mas infelizmente é uma nova matéria mostrando um velho problema: a péssima gestão de recursos da Saúde.

Novamente estamos recebendo mensagens de funcionários do Hospital Estadual da Mãe de Mesquita, localizado em Rocha Sobrinho, denunciando os problemas da unidade, que vão desde falta de pagamento até a falta de insumos, como luvas.

De acordo com uma funcionária, que não quis se identificar por medo de sofrer represálias, o salário de julho ainda não foi pago e o de agosto veio faltando:

“No momento estamos sem o salário de julho e sem previsão de pagamento de tal. Repassaram a nós, apenas 23 dias de pagamento do mês de agosto e com a justificativa de que os 7 dias que faltam, seriam pagos pelo Tribunal do Trabalho, juntamente com o salário de julho, sendo que o governador interino, suspendeu todos os repasses, para investigação”, contou ela.

Como se não bastasse a falta do pagamento, as denúncias apontam ainda que há falta de insumos para atender a população:

“Não temos insumos, materiais e medicamentos para trabalharmos. Faltam luvas de procedimento, luvas estéreis, sondas, seringas, álcool, clorexidina, compressas estéreis, entre outros materiais. E quando perguntamos a chefia, eles nos respondem que não está faltando nada”, lamenta.

A funcionária lamenta, que no momento em que a população mais precisa do atendimento dos profissionais de Saúde, os gestores públicos não tratam a classe com a dignidade devida:

“Está desumano trabalhar num hospital humanizado. Como os funcionários podem conseguir apresentar um trabalho de excelência desta forma? Se somos tratados como lixo ! Não somos respeitados, mas estamos lá, na linha de frente e trabalhando sem receber”, conclui.

Os problemas começaram ainda em maio, quando o governador afastado, Wilson Witzel, determinou a suspensão de “pagamentos de contratos sob suspeita”. Desde então os funcionários do Hospital Estadual da Mãe de Mesquita .

Em junho a Secretaria Estadual de Saúde (SES), informou que um grupo de trabalho havia sido criado “com o objetivo de agilizar a análise dos contratos e que a solução para regularização dos pagamentos aos funcionários é prioridade da pasta”, porém pelo que parece nada disso ocorreu.

Inaugurado em junho de 2012, o Hospital Estadual da Mãe de Mesquita é administrado pela Organização Social em Saúde Instituto Gnosis desde 2018. É hoje a principal referência no atendimento de gestantes do SUS com perfil de baixa e média complexidades na Baixada Fluminense. Com uma média de 700 partos realizados por mês e uma das menores taxas de cesarianas da rede pública estadual (25%), a unidade funciona com ambulatório de atendimento pré-natal e maternidade. com 100 leitos de alojamento conjunto, 15 leitos de UI Neonatal e 10 leitos de UTI neonatal, 12 salas de Pré-Parto, Parto e Pós-Parto (PPP), além de leitos de recuperação pós-anestesia, assistência a recém-nascidos e centro cirúrgico.

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