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CEAM de Mesquita registrou 154 atendimentos de violência em 2020

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Ao longo do ano passado, 154 vítimas de violência procuraram o Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Mesquita. No total, no entanto, 1.281 mulheres receberam algum tipo de serviço oferecido pelo CEAM de Mesquita. O espaço funciona no Fórum da cidade, na Rua Paraná 1, no Centro, em frente ao Paço Municipal. Em função da pandemia, o atendimento vem sendo realizado das 13h às 19h, respeitando medidas para evitar aglomerações.

Em 2020, no começo da pandemia, notamos uma diminuição na procura por atendimento. Mas conforme as semanas foram passando, observamos que as mulheres voltaram a buscar esse apoio. As informações estão mais bem distribuídas, fala-se muito sobre violência contra mulher, então sinto que elas também estão mais conscientes da importância de buscar ajuda nessas situações”, avalia Silvânia Almeida, coordenadora municipal de Políticas para Mulheres de Mesquita.

Com a pandemia, a equipe do CEAM de Mesquita precisou se adaptar ao tão falado “novo normal”. Assim, para facilitar o acesso ao atendimento às mulheres que estavam em isolamento, em casa, um número de WhatsApp passou a ser utilizado como mais uma forma de contato entre o CEAM de Mesquita e a população. O número é (21) 991125905. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.

Essa foi uma ferramenta adotada por causa do novo coronavírus, mas que pretendemos manter de vez na equipe. Vimos que se trata de um canal importante e, portanto, não deve ser descartado”, avisa Silvânia.

Campanha adotada

Para auxiliar mulheres que possam ter dificuldade de denunciar seu agressor e pedir ajuda no município de Mesquita, a prefeitura aderiu, no ano passado, à campanha nacional “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica“. A iniciativa colocou as farmácias como agentes de comunicação contra a violência doméstica.

Para garantir a segurança de todos e também o sucesso dessa ação, sigilo e descrição são cruciais. Caso a vítima não possa esperar a chegada da polícia, a indicação é que o atendente pegue informações como nome, documento de identidade, cpf, endereço e telefone dessas vítimas”, alerta a secretária municipal de Assistência Social de Mesquita, Érika Rangel. Vale frisar que os funcionários não são conduzidos à delegacia e também não necessariamente serão chamados para testemunhar.

 

Há duas grandes vantagens nessa ação. Primeiro, porque você cria uma rede de apoio perto das casas dessas mulheres. E também porque mesmo quando não é o caso de ser acionada imediatamente a polícia, essas farmácias podem entrar em contato com nosso WhatsApp e, assim, enviar as informações necessárias para que a gente chegue a essas mulheres”, analisa Silvânia.

 

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