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Setembro Azul na Clínica da Família Dr. Jorge Campos

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 A Clínica da Família Dr. Jorge Campos organizou na quarta-feira, dia 29 de setembro, uma ação de Dia D direcionada à comunidade surda. A iniciativa aconteceu em alusão ao Setembro Azul, campanha que dá visibilidade a esse grupo e que abriga o Dia Nacional do Surdo, em 26 de setembro. Embalada pelo tema, a unidade promoveu uma palestra com ênfase nas questões de acessibilidade.

Inaugurada em 2018, a Clínica da Família Dr. Jorge Campos se tornou um polo de referência no acolhimento às pessoas surdas. Isso porque foi pioneira no estado do Rio de Janeiro na contratação de intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). “A ideia foi celebrar e debater a importância de uma sociedade mais inclusiva, ressaltando o direito à acessibilidade no atendimento público, em alusão ao Setembro Azul”, explica Fabiana Medeiros, coordenadora da unidade.

Laura Alcântara e Patricia Silva, intérpretes de Libras da Clínica da Família Dr. Jorge Campos, realizam um trabalho amplo, atendendo em média 180 pacientes surdos.  Além de intermediar e possibilitar um atendimento igualitário, elas estreitam a relação entre os profissionais de saúde e os pacientes surdos. E isso não se resume aos serviços prestados ali: elas também fazem o acompanhamento dos usuários para possíveis encaminhamentos em outras unidades de saúde do município. Por exemplo, em consultas com especialistas na Policlínica Municipal Celestina José Ricardo Rosa, em Santa Terezinha, ou em exames de imagem.

Já peguei casos em que o paciente estava com uma infecção e o médico demorou a identificar porque não soube entender o que era. Por isso, é muito importante que eles tenham esse porta-voz e acompanhamento em todo o processo. Até porque quem melhor do que o próprio paciente para expressar o que está sentindo”, indaga Laura Alcântara.

Políticas públicas na saúde

Mãe de filho surdo e moradora da Coréia, Cássia Licia um bom tempo como ouvinte do filho nas consultas. “Me incomodava, porque ele não recebia a atenção necessária. O atendimento era mais direcionado a mim do que ao meu filho”, recorda. Por isso, em prol da comunidade surda do município, ela foi uma das pessoas que mais reivindicaram políticas públicas na área da saúde voltadas para pessoas com deficiência. “Por que corri atrás da saúde? Porque é vital! Na falta de comunicação, uma receita entendida errado pode causar danos. Assim, fico muito feliz de ter feito parte dessa conquista para Mesquita”, defende.

 

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